Importante

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segunda-feira, 21 de maio de 2012

Fumaça inebriante

Inebrio-me em meio a tua fumaça, entre as golfadas de ar de meus pulmões, tento me ver frente ao espelho, mas nele me enxergo cortado ao meio, sem culpa alguma me torno refem, entre a agonia e o desdem, fujo de suas entranhas, me vangloriando em poucas horas, doce se torna minha tortura, amarga se faz a minha procura, e nele vejo o retrato fosco do meu eu, fingido, iludido sem luz, apenas a luz ambar do meu querer, não sei se tenho forças, as que me faltam para o não, nem sei se quero te-las, pois não sei viver longe da escuridão, sou bicho faminto, anseando por uma presa, e preso torno-me, na fumaça que me inebria... Rafael Monagatti

terça-feira, 27 de março de 2012

Big bang


colisões estrelares,poeira cósmica.
cosmonauta nesse espaço chamado coração.
solitário entre milhões de estrelas,
apagado em meio a tanta fusão nuclear,
adepto as mais perfeitas teorias de gravidades,
as que leis de atração e repulsa,
na expansão desde do big bang.
para a imensidão negra minha'lma segue.
seria meu corpo fruto de uma super nova,
minha composição resultado de inúmeras explosões,
e meus sentidos, meus sentimentos,
fruto de uma solitária jornada,
eu sou astronauta de mim,
cosmopolita de arranha-céus,
nessa jornada em busca de uma certeza,
em meio a tantas leis da física,
minha'lma perdida,
a deriva em meio a essa vastidão.
essa vastidão escura, o meu eu,
sem saber me guio,
sem dizer eu vou,
e sigo em expansão, sou o universo,
no espaço do meu eu...

Rafael Monagatti

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Rei dos tolos


Entre anseios de moral,
os meus preceitos me entregam,
entre os meus dias sem igual,
gosto dos que me apunhalam,
sou governante de um reino,
entre todos os verdadeiros,
governo esses sábios ladrões,
que me roubam sem nenhum conceito,
pobre desta nobre terra,
esta terra de fronteiras cegas,
este pais de coração sozinho,
que eu reino sem ter um caminho,
que os maus nunca prevaleçam,
pois sou senhor do meu domínio,
domino as terras do meu coração,
e nele o meu reino é resumido...

Rafael Monagatti

Bravos brados


jovens tranças me enlouquecem,
nas veredas deste mar,
sou navegante de terras calidas,
neste coração que me faz amar,

tenho a altivez em bravos brados,
que retumbam neste olhar,
entre os fios de teus cabelos finos,
sou a imensidão do meu sonhar,

enfrento os meus demónios,
com o meu escudo e minha espada a desbanhada,
nesta luta contra as minhas sombras,
sou apenas uma alma desamparada,

e perco meus dias entre tranças,
pois a minha cabeça é um prémio mor,
a cada golpe dado em vão,
em vão busco um amor maior...

Rafael Monagatti

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Entre as almas do mundo


Caminho entre as pessoas,
caminho sem pensamentos fixos,
apenas me movo entre elas,
apenas aprecio as faces,

caminho entre as pessoas de alma,
caminho entre as que não tem coração,
apenas me apego ao que sentem,
apenas as vejo sem direção,

entre os seus olhares difusos,
confusos com tanta ilusão,
aprecio os que podem viver,
aprecio os que tem boa intenção,

pessoas de sonhos profundos,
pessoas de doces ilusões,
pessoas que mudam o seu mundo,
mas não transmutam o seu coração,

caminho e caminhando me vejo,
em um espelho que sonhos dispersos,
apenas uma consciência elevada,
caminhando entre as pessoas que passam.

Rafael Monagatti

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Monologo do espelho


será que há luz no fim no fim do meu túnel,
que para mim tudo é instável,
será que habitarei a sombra do altíssimo?
ou será que para mim o demónio será implacável?
tenho tantos medos, que meu medo maior,
é não temer nada, eu sigo só uma estrada,
onde os caminhos não me levam a lugar algum,
será que perecerei a olhos vistos,
será que padecerei no paraíso,
entre os olhares obscuros que me cercam,
o olhar mais torpe é o do espelho,
entre as bocas mais profanas que me acusam,
a mais maldita é a minha,
tenho diversos inimigos, aqueles contra quem luto afinco,
mais o pior de todos inimigos sou eu,
neste monologo em voz de interlocutor,
Rafael Monagatti,
um inimigo que a mim mesmo se revelou...

Rafael Monagatti

Eterno Adeus


Por mares,
Por terras,
Por ares,
por todos os cantos que andares,
por idas e vindas,
por todos os lugares que cruzarem,
os nossos olhares,
por todos os corações em moraste,
por todos os dias em que cruzaste,
a face,
a força,
a vida,
por todas as intrigas,
as discórdias,
as soberbas,
as benções que não soube dar,
as noites insones, as madrugadas febris,
a todas as almas que vagam por aqui,
a tudo e ao nada.
ao que é sacro e profano,
aos santos,
aos demónios,
a quem é monoteísta ou ateu,
a quem vê a gloria de Deus,
a quem vive na vida um eterno adeus.

Rafael Monagatti

domingo, 1 de janeiro de 2012

Por que feliz ano novo???


vejo festas de ano novo,
pessoas que se toleram,
exercitando ainda mais a tolerância,
estas pessoas que se abraçam e dão seus votos de felicidade,
estas pensando somente no seu lado da felicidade,
vejo os fogos para o céu,
o espetaculo que eles fazem,
penso em hipócritas que não se reúnem o ano todo,
penso em todos juntos em volta da mesa,
comendo ate se saciarem, embriagando-se de champanhe,
festa de ano novo, rito de passagem,
esquecem que amanha é segunda e tudo será igual,
posso estar mais velho, mais serio, mais triste,
posso estar perdendo a beleza desta data,
mas para mim é apenas a passagem de uma data,
eu que não trabalhe, um que não me esforce,
quero ver o ano ser feliz, quero ver os votos de felicidade,
feliz ano novo, feliz de você que faz ele novo,
para todos uma data importante...
para mim apenas mais uma data...

Rafael Monagatti

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Corvos


Afugento os corvos de teus olhos,
e os plantio de seus sonhos, colheita,
sem as aparas de teu voz rouca semeio,
o meu pouco alimento da terra,

sem espera meus dias noturnos,
sem az o meu calendário,
em um calendoscopio de cores,
a cor purpura de seu sangue reflete,

afugento os corvos de teus olhos,
como um espantalho parado ao teu lado,
em sonhos soturnos me vejo,
como uma carta fora do baralho,

encarrego-me de esperar os teus olhos,
estes que em dias procuro,
afugentando os corvos da mente,
meu sangue purpura flutuo...

Rafael Monagatti

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

O caminho até lá


Vê a montanha ao longe?
Deus mora lá, difícil chegar,
ruas, desertos, colinas,
estradas compridas ate lá,
as ruas são cheias de lama,
o sangue do corpo, o suor da alma,
da lágrima que chora,
o caminho é de campos floridos.
de vales e rios,
mas longe das estrelas está,
aquele montanha ao longe,
quanto mais ando, mais foge,
montanha com rios e pedras a rolar,
vejo quantos caminham,
a mão que ajuda, a mão que atrapalha,
a cada passo para frente, dois para trás,
aquela montanha tão grande, se quer está lá,
miragem, deserto, que nossa alma pois lá,
a montanha é escura, assusta o mortal,
quando chegar lá, o sol se porá no final...

Rafael Monagatti

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Sem medo


Não tenho medo da chuva,
agora deixo que caia,
e se molhar os meus cabelos,
baby, já não temo mais,
agora nada me assusta,
nem quando a noite está escura,
e se ela cega meus olhos,
baby, já não temo mais,
não temo mais a indiferença,
nem seus preconceitos,
sou peça do universo,
baby, já não temo mais,
se o imprevisto acontecer,
levanto a cabeça, e encaro cada dia,
como se esse fosse o ultimo,
e se nada sai como queria,
já não me estresso,
recomeço o meu projeto,
baby, já não temo mais,
não sou mais tão consumista,
procuro sempre me elevar,
e se não tenho fortunas,
baby, já não temo mais,
e se imprevisto acontecer,
levanto a cabeça, e encaro cada dia,
como se esse fosse o ultimo,
baby, já não temo mais,
já não temo mais,
baby, não temo...

Rafael Monagatti

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Negra tempestade


Raios clareiam a paisagem,
deixando a mostra a sua face,
enquanto a chuva molha a tua túnica,
escondendo o negro dos seus olhos,
por buscas incessantes em caminhos perversos,
por meios obscuros onde esconde-se,
ecoando sua vozes mil trovões,
age no átrio escuro de minha mente,
rastejando como serpente,
prepara-se para o bote,
e após o raio o rosto se cobre,
nessa negra tempestade,
o corpos se consomem,e vivo assim,
a espera de que um raio enfim,
me mostre o seu rosto...

Rafael Monagatti

Atroz


A escuridão que cega meus olhos,
não me permite enxergar o brilho da sua alma,
e na incessante procura por um olhar,
passivo se torna meus desejos,
embriagando-me de fúria,
em goles vorazes sacio meu desejo,
através do toque atroz da morte,
que percorre meu corpo,
e que no fim, remete meus olhos a escuridão.

Rafael Monagatti

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Anjo Caido


Deus hoje olhei para o céu,
e vi a plenitude de sua grandeza,
nesse espelho me refleti,
e vi a ingenuidade de minha fraqueza,
esse anjo caído, de asas quebradas,
chora as lágrimas da descoberta,
descobri hoje, senhor,
que sou impotente,
que no alto do meu egocentrismo,
descobri os meus defeitos,
olhei para o céu Pai,
vi a vazão da minha vida em pingos de chuva,
e vi que absurdo é o tempo que perdo,
gasto minha nobre vida de maneira pobre,
fazendo podre a minha curta passagem aqui,
mas Pai, vi também no espelho do seu céu,
a sua grandeza, o seu amor, e a sua nobreza,
que mesmo que este anjo tenha caído,
o Senhor não parou de olhar para ele,
esteve sempre presente,
muito embora o meu autismo me impedisse de enxerga,
e de maneira sutil fez-me lembrar,
que ate esse anjo caído pode se levantar.

Rafael Monagatti

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

O que é?


O que é o ódio? a não ser a ausência do amor,
e o amor sem par? apenas uma dor sem luar,
sem cor, sem dolo, sem mar,
um vontade de ser, uma coragem se dizer "te amar",
o amor é magnitude, é força, é falta de ar,
é loucura, desejo, é soberbo, é fugaz,
é explosão de sentidos, é um só sentido,
um ser, um estar, um querer,
uma fuga da realidade,
uma imagem, um deserto, um oásis,
uma sede de saliva, é fome de olhar,
um sentimento de admirar,
é zelo, é velar, é uma sensação incrível de cuidar,
é brincar com o toque,
para que ele provoque um despertar,
isso é querer, isso é amar.

Dificil


poderia eu compor sentimentos?
para aliviar o meu tormento,
minha alma segue ao relento,
sem teto ou paradeiro,
como fome de viver mais,
com sede de ser sagaz,
com medo de não haver sorte,
pois sabe que há vida na morte,
no estouro surdo,
no prato vazio,
na vela acesa,
na fumaça do cachimbo,
há sempre um movimento,
um lamento após o ato,
calada, frágil, todo quebrado,
vai viver para ajuntar os pedaços,
largado de lado por si,
rejeitado, malvado,
pela sorte que se deu,
a partida fagulha divina,
que atormenta o ser,
mas será que eu...
eu poderia compor sentimentos?

Rafael Monagatti

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

M U L H E R


Quantas estrelas há no céu da sua boca,
nessa sua atmosfera, que me deixa doida,
quantas nuvens passageiras,
há no céu dos seus pensamentos,
na sua louca viagem que me embriaga,
e nas paisagens passageiras,
que adornam os seus olhos,
meu espelho.
te navego nesse mar de gestos,
e louca sinto o perfume que me entorpece,
nesse puro êxtase, que me enaltece,
e amando os seus braços me entrego toda,
sou sua mulher, mas pode me chamar de louca...

Rafael Monagatti

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Espelhos


sou nuvem carregada de agua,
sou a fúria da natureza,
sou fogo, sou dor,
sou a sua tristeza,

não temo as decepções do caminho,
sou o entusiasmo,
sou todo o carinho,
sou aquele á quem você pede abrigo,

perdido entre labirintos de sonhos,
entre as flores que nasceram no campo,
sou o seu medo do errar,
sou a sua gloria ao acertar,

e muitos me temem,
e muitos me abandonam,
por que muitos não me entendem,
por eu sou você...

Rafael Monagatti

sábado, 29 de outubro de 2011

Passional


limpou o sangue da face,
nela a estampa viva de um crime,
viveu por amor, morreu por amor,
e por ele matou.
sua imagem desfalecida já não era não linda,
não havia na sua face o sorriso que o encantará,
não havia em sua boca a fala que o agoniara,
apenas havia a estampa viva de uma morte rápida,
degolada.
foi assim que o amor morreu e matou,
por ciumes, passional.
apenas limpou o sangue da face,
e ali ficou paralisado,
pensando no crime que havia cometido,
na agonia que havia terminado,
amor, este nunca vem com paz,
este sempre vem com dor,
ele pega a mesma arma,
a faca que ela tanto cozinhou,
e em um golpe rápido a agonia terminou.
não havia mais a dor em sua face,
não havia mais em sua boca a voz,
apenas havia a estampa serenidade,
de quem cometeu um crime por amor.

Rafael Monagatti

domingo, 2 de outubro de 2011

H I P Ó C R I T A S


Hipócritas me deixem viver,
deixem eu e os meus vícios,
meus maus a mim,
hipócritas de valores distorcidos,
deixem-me viver a minha morte em paz,
minha sepultura, meu aqui jaz,
hipócritas em seus dizeres,
em suas negações,
em se perder nos próprios sermões.
sua hipocrisia me machuca,
causa mais dolo que meus vícios noturnos,
me causam mais mau que meus absurdos,
tenho neles um refugio,
uma fuga para suas calunias,
um canto para minha alma.
nesse obscuro caminho sigo,
um caminho que somente a mim faz mal,
um caminho que é apenas meu,
hipócritas me esqueçam,
deixem morrer a minha vida em paz,
tirem-me de suas capas de jornais,
quero deixar de ser noticia,
sátira para sua hipocrisia tosca,
falar do outro como se fosse de si,
hipócritas deixem meus vícios,
meus caminhos sombrios,
o mal a mim,
hipócritas deixem eu viver a minha morte em paz.

Rafael Monagatti